Para além da imponência da criatura e do criador, eu me inquietei, mas precisamente, com os glúteos de Davi! Pela precisão da anatomia ali retratada.
Um dia desses, conheci um sujeito cujos glúteos me trouxeram a tona, Davi, escupido no bloco de mármore de carrara. O humano, pele e músculo, com glúteos tão bem desenhados, como o da estátua. Total brancura. Tensão muscular, precedendo a batalha. Como criou, Michelângelo. Paro. Observo. Analiso. O homem caminha, a minha frente. Seu toque está bem longe, de um toque gélido. É vivo como aquele homem de pedra, da Galeria.
E descubro, qual foi o real sentimento que me trouxe a estátua: TESÃO!


