Eu te sinto Mãe Pequena
na coragem que habita
o meu corpo franzino.
E sei que são teus
os olhinhos puxados do meu pai
do meu filho
os meus e os de vovô Irineu.
Eu te sInto Mãe Pequena
no medo
desse mundo tenebroso.
Do extermínio
e do homem ardiloso.
E quando em mim ecoa
o rugir sedento da onça
é no desabrocrar das flores da juremeira
e dos ipês
que eu te sinto mãe cabocla.
Eu te sinto no silêncio e no barulho
das águas do rio
em explosão
nas nuvens.
No vôo dos anuns
na alvorada.
Eu te sinto
no meio da natureza
lavando minh'alma
feito queda d'agua.
Na imensidão
do teu saber
feito teia.E quero minha Mãe
o calor do teu colo
minha aldeia.
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